A ordem do discurso e a desordem dos fatos: gastronomia grotesca entre os tupinambás e entre protestantes franceses vista por Jean de Léry (século XVI)

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Metanoia
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No início da invasão e colonização europeia do continente americano, muitas partes do litoral atlântico possuíam o solo particularmente pantanoso, antes de serem aterrados e modificados pela ação antrópica dos que chegavam. Num terreno dotado de clima excessivamente úmido na maior parte do ano, repleto de mangues e animais peçonhentos, muitos dos primeiros aventureiros e colonos padeciam de moléstias nos pés, como frieiras e feridas que evoluíam a gangrenas. O ofício de sapateiro era altamente requisitado então, e Jean de Léry (1534-c.1611) veio ao Brasil justamente para fabricar sapatos. Léry acabou escrevendo um verdadeiro best-seller em pleno século XVI. Sua História de uma viagem feita à terra do Brasil gozou de admirável sucesso, não somente na França, mas também na Suíça, na Alemanha, na Holanda, na Espanha e em outros lugares da Europa. Neste capítulo, analisamos sua abordagem como etstemunha presencial da antropofagia em dois momentos no século XVI: entre os tupinambás da Baía do Rio de Janeiro, e entre os protestantes sitiados na cidade francesa de Sancerre.
Fil: Belmonte, Alexandre. Universidade do Estado de Rio do Janeiro; Brasil. Consejo Nacional de Investigaciones Científicas y Técnicas. Centro Científico Tecnológico Conicet - Salta. Unidad Ejecutora en Ciencias Sociales Regionales y Humanidades. Universidad Nacional de Jujuy. Unidad Ejecutora en Ciencias Sociales Regionales y Humanidades; Argentina
Palabras claves
identidad, alteridad, antropofagía, relaciones de viajes, https://purl.org/becyt/ford/6.1, https://purl.org/becyt/ford/6
Cita
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